A Inframérica, concessionária do aeroporto de Brasília desde a 2ª rodada de concessões (2012), foi multada duas vezes pela mesma falha: não apresentar à ANAC, com 30 dias de antecedência do reajuste de tarifa, o Plano de Qualidade de Serviço — documento que justifica o reajuste ao usuário. A primeira multa, de R$ 10,6 milhões, foi aplicada em dezembro de 2015; a segunda, de R$ 13,4 milhões, em outubro de 2018 — mesma infração, quase três anos depois.
Juntas, as duas somam R$ 24 milhões — 98% dos R$ 24,5 milhões em sanções com valor que o aeroporto acumula desde o início da concessão. As outras 10 multas são administrativas e pequenas, entre R$ 2,3 mil e R$ 442 mil, a maioria pela mesma cláusula contratual (item "e", 8.4) repetida ao longo dos anos.
Brasília é o segundo aeroporto mais multado do país em valor, atrás só de Viracopos — mas por um motivo diferente: não uma obra atrasada, e sim a mesma obrigação de transparência com o usuário descumprida duas vezes.